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Dia 21 de março, quarta-feira

Ontem (20), o comandante-geral do Exército, general Eduardo Villas Bôas, fez algumas afirmações, num evento no Rio, que o Diário reproduz entre aspas:

“Estou muito preocupado com a intervenção”

“A violência tem raízes históricas e é resultado de décadas de omissões”

“As soluções da Intervenção serão de muito longo prazo”

“Eu estou otimista e preocupado. Confesso que muito preocupado pela incerteza de que nós vamos, realmente, atingir todos os resultados”

“As causas da violência são muito profundas”

“Os militares têm procurado manter uma postura de não gerar expectativas, não tomar atitude espetaculosa e de não inaugurar promessa”

“A maior determinação do Exército na intervenção é deixar como legado uma mudança nas estruturas”

“Algo que nos preocupa e que é chave: a nossa Lei de Execução Penal tem que se adequar à maneira efetiva como nós temos que atuar para conseguir atingir essas estruturas do crime organizado. Isso não vai ser solucionado nos dez meses restantes” 

“Nós temos que considerar que o Rio tem 800 comunidades. Então nessa fase inicial, vamos tentar uma atuação mais extensiva, com o objetivo de melhorar uma coisa que é chave, que é a percepção de segurança”

“Se nós não ganharmos densidade, estaremos sujeitos à potencial fragmentação, senão territorial, da nossa sociedade. Forças centrífugas acabam ganhando muita força, acabam ganhando uma capacidade muito grande de nos desagregar e até mesmo um efeito fortuito” 

Ontem também se definiu que as Forças Armadas vão deixar as ações em Vila Kennedy. A saída será em duas ou três semanas, assim que a Polícia Militar estiver preparada para assumir as ações. Cerca de 1,4 mil homens das Forças Armadas estão trabalhando nesta que é a comunidade modelo da intervenção. 

O presidente Michel Temer fechou em R$ 1 bilhão o valor que será repassado à intervenção na segurança pública no Rio. E foi definido que este valor não será usado em salários, bônus e dívidas do governo do estado. Os recursos serão apenas usados em investimentos. 

A equipe da intervenção afirmou que houve redução do número de roubos de veículos e cargas, mas os dados ainda não foram consolidados pelo Instituto de Segurança Pública. O Observatório aguarda os dados do ISP sobre fevereiro. 

O debate sobre as UPPs, sua manutenção ou não, voltou a circular na intervenção. A ideia central da intervenção é fortalecer os batalhões e não as UPPs.

Ontem a cidade de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, viveu momentos de tensão com um bebê baleado e três mortos. A criança passou por cirurgia e tem quadro estável. 

O caso do assassinato da vereadora Marielle Franco segue mobilizando os jornais e a população. A investigação continua seu curso, mas não há resultados ainda. 

Até amanhã,

Equipe do Olerj