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Dia 4 de abril, quarta-feira

Ontem (3) o dia foi marcado pela repercussão sobre a liberação dos dados de fevereiro do Instituto de Segurança Pública (ISP). Os dados mostram que a violência bateu recorde de quase 30 anos em seis tipos de crime. Surpreendeu o crescimento de 682,7% nos roubos a pedestre em menos de 30 anos. Chamou atenção também o aumento de 17,6% em mortes decorrentes de resistência a operações policiais.

O coronel da reserva e antropólogo do Laboratório de Análise da Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Robson Rodrigues, classificou os dados como “o colapso do sistema policial”. Vários especialistas continuaram cobrando o planejamento da intervenção.

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), em estudo divulgado, apontou que a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária gastou R$ 877 milhões, sem licitação, com compras de produtos e alimentos para os presídios do estado. Um relatório bastante detalhado explica que as empresas contratadas receberam este valor entre março de 2015 e dezembro de 2017. O TCE aponta que a secretaria demorava a agir no campo administrativo para que tivesse que fazer compras emergenciais.

Desde a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, a secretaria não está mais sob comando do governo do estado. O TCE informou oficialmente o atual secretário David Anthony para que as irregularidades não se repitam. O tribunal também comunicou o interventor, general Walter Braga Netto, e o secretário de Segurança Pública, general Richard Nunes.

Ontem ocorreu a vistoria em Bangu 3, com a ajuda de cães para a revista nas celas. Foram encontrados vinte celulares e duas centrais de rede sem fio. O principal alvo da vistoria foi a Galeria B7, que abriga os chefes do Comando Vermelho, a maior facção criminosa do Rio de Janeiro.

Em Copacabana, a Corregedoria da Polícia Militar e a Polícia Civil iniciaram investigação sobre a abordagem de três PMs a moradores de rua e usuários de crack.

Começou a circular nas redes sociais um vídeo que mostra um comboio de bandidismo exibindo fuzis na Baixada Fluminense. As imagens impactaram a população da cidade de Belford Roxo. A delegacia da cidade abriu investigação.

A imprensa ontem destacou o fato de que, em fevereiro, sete motoristas tiveram o carro roubado por hora na cidade do Rio. Foram, em média, 171 roubos diários e 4.792 em todo o mês de fevereiro. A situação mais grave é na região de Jacarepaguá, seguida de Botafogo e da Tijuca. No interior do estado, houve um crescimento de 44% nos roubos, sendo que em Angra dos Reis a situação mostrou-se pior.

A crise de segurança na Praça Seca também foi destaque. A situação no local se agrava dia-a-dia.

A comunidade Bateau Mouche mais uma vez viveu um início de dia com intenso tiroteio. A favela é alvo de dura disputa de traficantes com milicianos. A violência se estabeleceu na comunidade há vários meses. Para interromper a “guerra” dos traficantes e milicianos, o Batalhão de Choque fez uma operação emergencial na localidade.

Um policial da UPP da Rocinha foi morto a tiros na cidade de Queimados, na Baixada Fluminense. O soldado Lutércio Galiza de Souza tinha 32 anos. É o 32º policial morto no estado em 2018.

O dia terminou com dois ladrões mortos pela PM na Lagoa.

Até amanhã,

Equipe do Olerj