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Dia 6 de junho, quarta-feira

A prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Educação, vai ampliar o treinamento em segurança nas escolas. Até o momento, a parceria com a Cruz Vermelha foi estabelecida em escolas em regiões onde as ações de violência são uma rotina quase que diária. 

Mas agora a prefeitura decidiu capacitar profissionais de educação de todas as suas 1.537 unidades. As aulas continuarão sendo práticas para, por exemplo, definir o lugar mais seguro na sala de aula ou na escola para se abrigar. O secretário de Educação, César Benjamim, justificou a necessidade da ampliação por conta da grave crise de violência que passa a cidade.

A Secretaria de Educação também vai criar uma equipe para cuidar dos temas relacionados à violência e ao risco nas escolas. Outra novidade será um monitoramento em tempo real do risco de cada escola. A decisão da prefeitura dividiu a opinião de especialistas. Para muitos, a medida não tem eficácia e pode até mesmo aumentar a tensão nas salas de aulas. Para outros, a medida não é ruim mas dependerá do suporte psicológico que será dado aos professores e alunos. 

O Atlas da Violência 2018 traz uma informação preocupante. Apenas 9% das mortes no estado do Rio de Janeiro são por causas determinadas. O número de causas indeterminadas mostra o descompasso do processo de investigação, que não é conclusivo no Rio de Janeiro. O Atlas da Violência 2018 foi lançado ontem por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

A cobrança de taxas de candidatos do tráfico e das milícias seguem fortes e crescendo. Diversos líderes comunitários em áreas dominadas por milicianos e traficantes da Baixada Fluminense já estão sendo pressionados a pagarem uma taxa para candidatos fazerem campanha. 

As áreas mais vulneráveis e violentas são Belford Roxo, o Km 32 de Nova Iguaçu e Itaguaí. Em Nova Iguaçu, a situação é mais grave com o território sendo dividido de forma organizada entre tráfico e milícia.

O Atlas da Violência 2018 registou que o Rio de Janeiro é o estado onde mais ocorreram mortes por conta de intervenção policial. Foram 3.301 óbitos entre 2006 e 2016, ou como disse o portal G1 um a cada 30 horas. Os casos totais de homicídios no estado do Rio também voltaram a subir em 2016. O Atlas indica que a taxa de homicídios no Brasil chega a 30 por 100 mil habitantes, 30 vezes a média da Europa. No Rio, são 36,4 homicídios por 100 mil habitantes. Foi a primeira vez que o Brasil atingiu a taxa de 30 assassinatos por 100 mil.

Ontem de manhã o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) fez uma operação no Morro da Babilônia no bairro de Copacabana, na cidade do Rio, após intensos confrontos de traficantes rivais. A situação no morro e em todo bairro do Leme foi muito difícil e provocou muito medo em toda população. 

Até amanhã,

Equipe do Olerj