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Dia 8 de junho, sexta-feira

A Carta Pública divulgada pelo delegado de Polícia Civil Brenno Carnevalle, em que pede “desculpas” à vereadora Marielle Franco e a Anderson Gomes, assassinados há 86 dias sem conclusão da investigação, causou grande repercussão no estado. 

 O delegado faz um profundo desabafo sobre a precariedade das condições de trabalho na divisão de homicídios da Polícia Civil do estado do Rio de Janeiro. 

 Menciona toda a carência de material e aponta as inúmeras dificuldades que policiais vivem durante as investigações de centenas de homicídios. 

Aponta, ainda, o problema das viaturas sucateadas e sem manutenção, de armas que somem ou não funcionam. 

O delegado relata que, para a solução do caso da vereadora e de Anderson, foi necessário parar uma “infinidade” de investigações sobre outras mortes. 

 Brenno Carnevalle também faz críticas à Intervenção Federal na segurança pública do estado do Rio de Janeiro. Em um desabafo emocionado, disse que poucos se preocupam com as mortes diárias no estado que ficam sem elucidação. 

 O delegado tece duras críticas à classe política. E em uma carta “endereçada” a Marielle Franco, diz:

 “...sinto muito em confessar-lhe que a solução do seu caso pressupõe a paralização de uma infinidade de investigações de outras mortes, pretas, brancas, ricas, pobres, todas covardes. Escolha de Sofia. Infelizmente não tive a oportunidade de contribuir para a elucidação de sua covarde morte e me desculpo por isso.”

 “...não pude deixar de escrever-lhe para pedir socorro. Socorro pelas investigações das mortes violentas. Socorro por amor ao ser humano que sei que você, Marielle, ainda nutre onde quer que esteja, mesmo em tempos difíceis de Intervenção federal”. 

 Ontem de manhã, forças de segurança realizaram operação com a presença de cerca de 5000 agentes de segurança em Jacarepaguá.

A ação, direcionada para as comunidades da Cidade de Deus, Gardênia Azul, Outeiro, Vila do Sapê, Parque Dois Irmãos e Morro da Helena, removeu barricadas e revistou pessoas e veículos. 

 Com mais de 110 dias da Intervenção, o Rio ainda não utilizou o recurso de 1.2 bilhão de reais destinado pelo Governo Federal para reestruturar a segurança pública do estado.  Cerca de 300 licitações estão sendo trabalhadas: 70 da Polícia Militar; 115 da Polícia Civil; 50 do Corpo de Bombeiros e 50 da Secretaria de Administração Penitenciária. 

 O argumento da demora é que a recém-criada Secretaria da Administração da Intervenção não concluiu as análises das licitações. 

O Gabinete da Intervenção foi criado com 67 postos, sendo 38 cargos comissionados. Os militares que ali trabalham recebem gratificação de 2% do soldo por dia de trabalho. 

 O Policial Militar Douglas Fontes foi morto após tentativa de assalto em Duque de Caxias. Sua mãe passou mal ao receber a notícia, foi socorrida, mas não resistiu e também morreu.

 No bairro de Vila Isabel, zona norte do Rio de Janeiro, um tiroteio deixou duas irmãs baleadas. As vítimas foram levadas para o hospital. 

 Em Maricá, região dos Lagos do estado do Rio de Janeiro, foi decretada a prisão preventiva do acusado na chacina de 5 jovens no conjunto “Minha Casa, Minha vida, Condomínio Carlos Marighella”.

 Na cidade de Duque de Caxias, Baixada Fluminense, dois policiais militares foram assassinados em menos de 12 horas. 

 Já são 55 PMs mortos em 2018. 

 Até segunda, 

 Equipe do Olerj