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Equipe que apura assassinato de Marielle está otimista com solução do caso

08/05/2018 às 19h32

Em encontro com deputados da comissão externa, delegado respondeu denúncias veiculadas pela imprensa sobre falhas na investigação

O deputado Jean Wyllys, coordenador da comissão externa, disse que não há prazo para a conclusão das investigações


O coordenador da comissão externa que acompanha as investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), afirmou que a equipe que investiga o caso está otimista com a solução do crime. Parlamentares que integram o grupo se reuniram nesta terça-feira (8) com o chefe da Divisão de Homicídios da Polícia do Rio de Janeiro, delegado Fábio Cardoso.

Segundo o deputado, o delegado garantiu que algumas linhas de investigação que vinham sendo seguidas foram descartadas e há indícios que permitem um cruzamento de dados para fechar o cerco aos executores e mandantes do crime.

“Entendemos que a dificuldade de dar elementos concretos tem a ver com o sigilo das investigações para que não sejam prejudicadas, para que sejam conclusivas e tenham provas incontestes. Por outro lado, estamos do lado da sociedade que quer respostas. A equipe garantiu que linhas de investigação já foram descartadas e há uma linha a ser seguida que vai se aprofundar. O cerco está se fechando”, afirmou Jean Wyllys.

Erros

Wyllys também questionou o delegado Fábio Cardoso a respeito de notícias veiculadas pela imprensa de que havia uma série de erros nas investigações do caso como a falta de exame de raio-X nos corpos de Marielle Franco e de Anderson Gomes e o fato do carro usado pelas vítimas ter permanecido do lado de fora da Divisão de Homicídios por alguns dias.

Jean Wyllys disse que o delegado negou que o carro estivesse abandonado no pátio e que é comum o carro passar por diferentes perícias em diferentes momentos das investigações. Em relação à ausência dos exames de raio-X, o delegado disse para Wyllys que, pela trajetória das munições nos corpos da vítima, não havia necessidade do exame.

“Não há prazo para conclusão das investigações, trata-se de um crime complexo, mas ele (Fábio Cardoso) garantiu que toda equipe está otimista. Eles não têm prazo para quando a polícia vai apresentar os culpados”, afirmou o parlamentar.

Fonte: Agência Câmara de Notícias