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Ação integrada das polícias e penas mais duras para combater roubo de cargas são sugeridas em seminário

10/05/2018 às 11h53

Evento promovido pela Comissão de Viação e Transportes reuniu especialistas para discutir o tema. Maioria dos roubos no País acontece nas rodovias entre Rio e São Paulo



A Comissão de Viação e Transportes realizou o 18º Seminário sobre Transportes. Um dos temas discutidos foi o aumento no número de casos de roubo de carga, principalmente no Rio de Janeiro.

Segundo os dados apresentados pelo representante da NTC Logística, Roberto Nira, em 2017 foram registrados 25.970 roubos de mercadorias em todo o país, representando um prejuízo de um bilhão 574 milhões de reais.

O diretor geral da Polícia Federal, Renato Dias, destacou que o órgão está empenhado em combater o roubo de cargas através de atuações sistemáticas nas rodovias, principalmente no eixo Rio/São Paulo onde se concentram 85% dos roubos:

"Foram mais de seis operações temáticas. Alguns estados como Goiás, Minas Gerais, Bahia, tiveram essa operação replicada dentro do mesmo ano e nós temos alcançado excelentes resultados através dessa integração com as forças. Principalmente atuação muito forte na área de inteligência com a Polícia Federal."

O deputado Hugo Leal, do PSD do Rio de Janeiro, defende que a integração entre as forças de segurança pública é fundamental para o combate a esse tipo de crime:

"Se o crime é organizado porque ele não tem essas fronteiras é porque a segurança pública é desorganizada. Não desorganizada no sentido de faltar disciplina não, mas no sentido de cada um ter sua base de dados, cada um tem seu sistema e isso não pode acontecer. Se os sistemas não se falarem nós continuaremos enxugando gelo. Agora, o espectro nosso aqui é fiscalizar essas ações do Executivo e propor legislações."

Para o policial civil Rafael Lopes, é impossível combater o roubo de cargas se não houver também uma ação enérgica em relação aos receptores de mercadoria. Para isso, ele defendeu a adoção de penas mais duras para essa modalidade criminosa para que ela deixe de ser atrativa para o crime organizado.

Fonte: Rádio Câmara