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Comissão externa recebe balanço dos primeiros 100 dias da intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro

19/06/2018 às 11h36

O interventor federal, general Braga Netto, pediu apoio dos deputados no sentido de buscar mais recursos orçamentários para o controle das fronteiras



De acordo com a relatora da Comissão Externa sobre a intervenção na Segurança Pública do Rio de Janeiro, deputada Laura Carneiro (DEM-RJ), o interventor federal, general Braga Netto, pediu apoio dos deputados no sentido de buscar mais recursos orçamentários para o controle das fronteiras, por onde entram drogas e armas no país. Ele fez um balanço dos primeiros 100 dias da intervenção para os deputados da comissão nesta segunda-feira.

Segundo Laura Carneiro, o principal legado da intervenção deverá ser uma reorganização das polícias e da administração penitenciária. A deputada discorda do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, que sugeriu a prorrogação da intervenção para 2019:

"Eu tenho uma visão de que a intervenção cumprirá o seu papel no dia 31 de dezembro. Depois, os novos governos vão saber se articular e fazer uma gestão possível. Não quero que o Rio se transforme no que se transformou o México, que começou com uma intervenção por um período e depois corre ao longo de mais de dez anos."

À comissão da Câmara, o comando da intervenção informou que os primeiros R$ 450 milhões do total de R$ 1,2 bilhão destinado à intervenção, estão sendo usados na compra de veículos, coletes, uniformes e material de perícia.

Foi relatado, ainda, que houve um aumento dos homicídios dolosos em maio deste ano em relação a maio do ano passado; mas uma redução em relação a abril deste ano. Os roubos a cargas e veículos teriam diminuído. Uma dificuldade citada pelo comando da intervenção no Rio de Janeiro é a limitação imposta pelo ajuste fiscal do estado, que praticamente inviabiliza concursos e outros tipos de contratações.

Fonte: Rádio Câmara