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Comissão sobre assassinato da vereadora Marielle Franco quer ouvir delegados do Rio

26/06/2018 às 14h36


A comissão externa da Câmara que acompanha as investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes aprovou nesta terça-feira (26) o requerimento da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) para ouvir o chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, e delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro Giniton Lages.

Jandira Feghali lembrou que, passados mais de 100 dias do assassinato da vereadora, não houve nenhuma informação precisa sobre as investigações. “Quando aconteceu a primeira reunião da comissão com o delegado Rivaldo, ele disse que ia se empenhar pessoalmente. E até agora nós não temos nenhuma resposta”, destacou.

O coordenador da comissão, deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), lembrou que um requerimento anteriormente aprovado já tinha decidido fazer uma diligência para ouvir o Ministério Público. “Queremos saber qual é o papel do Ministério Público. Até agora, eles estavam calados, não apresentaram quais são as suas ações, já que eles têm um papel importante nessa investigação.”

O deputado Glauber Braga (Psol-RJ), que subscreveu o requerimento de Jandira, solicitou que fossem realizadas duas diligências no mesmo dia para a comissão ouvir as autoridades competentes e cobrou o depoimento de integrantes do Ministério Público “o mais rápido possível”.

Relembre

A vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes foram assassinados a tiros no dia 14 de março, no Rio de Janeiro.

Quatro dias antes do crime, Marielle fez denúncias contra o Batalhão de Irajá (41º BPM) em seu perfil nas redes sociais dizendo que a unidade estava "aterrorizando e violentando moradores de Acari", comunidade na zona norte do Rio de Janeiro.

Socióloga, Marielle foi assessora parlamentar do deputado estadual Marcelo Freixo, seu colega no Psol, antes de se eleger vereadora. Em 2016, foi a quinta vereadora mais votada no Rio de Janeiro.

No dia seguinte ao assassinato, a Câmara instaurou uma comissão externa para acompanhar as investigações.

Desde então, o colegiado já se reuniu com o ministro dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha; o comandante da intervenção federal na segurança pública do Rio, o secretário de Segurança Pública do estado, o delegado responsável pelo caso, com a Defensoria Pública e representantes de movimentos sociais.

Fonte: Agência Câmara de Notícias