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Consultor avalia trabalhos do observatório da Câmara criado para acompanhar intervenção no Rio de Janeiro

19/09/2018 às 12h02

A intervenção federal na área de segurança pública fluminense completou sete meses nesta semana. Ouça a entrevista do consultor Sérgio Senna sobre o tema



A intervenção federal na área de segurança pública do Rio de Janeiro completou sete meses nesta semana. Para falar sobre o assunto, o Painel Eletrônico convidou o consultor legislativo Sérgio Senna, integrante do Observatório Legislativo da Intervenção Federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro (Olerj).

O observatório foi criado pela Câmara dos Deputados para fiscalizar o planejamento, a execução de metas e o resultado das ações da intervenção, com monitoramento de dados e informações referentes à segurança pública no estado fluminense, além de acompanhar as demandas da sociedade e estimular a elaboração de propostas que solucionem os problemas diagnosticados.

Na entrevista, Sérgio Senna elogiou o trabalho comandado pelo general Braga Netto no Rio de Janeiro e falou que os membros do observatório têm tido amplo acesso às informações e facilidade no trabalho para acompanhar as ações das forças armadas no Rio.

O consultor disse, ainda, que, de maneira geral, os policiais civis e militares estão otimista e contribuindo para que a intervenção seja positiva para a segurança do carioca. Sergio Senna disse que, em um primeiro diagnóstico da intervenção, foi possível constatar a forte interferência política nas polícias do estado, o que causou distorções na carreira militar no Rio de Janeiro e despreparo dos profissionais no enfrentamento à criminalidade por falta de uma formação adequada.

Segundo o integrante do Olerj, há 12 anos não era realizado curso de aperfeiçoamento de sargentos para a PM carioca. Outros pontos negativos são as restrições administrativas, o plano de contingenciamento orçamentário e o regime de recuperação fiscal do estado do Rio de Janeiro, que estão dificultando as ações interventivas. Mas Sérgio Senna afirma estar confiante quanto ao resultado final. Com o diagnóstico da intervenção, segundo ele, será possível propor soluções, como um plano estratégico de ações e esforço integrado das instituições de segurança pública.

Fonte: Rádio Câmara